Dezembro Vermelho reforça a importância da prevenção às infecções sexualmente transmissíveis
Voltar

Dezembro Vermelho reforça a importância da prevenção às infecções sexualmente transmissíveis

Autor: Comunicação Unimed Prudente
8 min de leitura

O mês de dezembro é marcado por diversas ações de conscientização em saúde, entre elas a campanha Dezembro Vermelho, que destaca a importância da prevenção e do tratamento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), com foco no HIV/Aids. A Organização Mundial da Saúde (OMS) substituiu o termo DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) por ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), considerando que “doença” se refere a manifestações clínicas visíveis, enquanto “infecção” também inclui condições assintomáticas. Segundo dados da OMS, estima-se que 40,8 milhões de pessoas viviam com HIV no final de 2024.

Embora ainda sejam alvo de tabu em parte da população, as ISTs registraram avanços significativos no diagnóstico precoce e no tratamento. O médico infectologista da Unimed Presidente Prudente, Dr. Rodrigo Sala Ferro, destaca que o principal progresso está na possibilidade de, com a terapia adequada, a carga viral atingir níveis tão baixos que se torna indetectável — e, consequentemente, intransmissível. O conceito é internacionalmente conhecido como Indetectável = Intransmissível (I=I).

Diagnóstico

De acordo com o Ministério da Saúde, 92% das pessoas em tratamento no Brasil já alcançaram o estágio de carga viral indetectável. “O HIV pode permanecer anos sem causar sintomas, e a pessoa não percebe que está infectada. Por isso, fazer o teste é uma forma de cuidado. Se o resultado for positivo, iniciar o tratamento precocemente garante qualidade de vida e evita a transmissão. Além disso, o teste é rápido, gratuito e sigiloso”, explica o médico.

Imagem incorporada
Dr. Rodrigo Sala Ferro explica a importância do diagnóstico precoce e do tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis

Prevenção

Segundo Dr. Rodrigo Sala Ferro, as principais estratégias de prevenção são:

• Uso de camisinha;

• PrEP, medicamento utilizado antes da exposição ao risco, que previne o HIV;

• PEP, tratamento de emergência após uma situação de risco;

• Testagem regular;

• Manutenção do tratamento para pessoas que vivem com HIV, garantindo carga viral indetectável.

“A prevenção combinada aumenta significativamente a proteção. Utilizar mais de uma dessas estratégias oferece muito mais segurança”, reforça o infectologista.

Tratamento

Embora o HIV não tenha cura, o tratamento com antirretrovirais impede a replicação do vírus no organismo. Dr. Rodrigo ressalta que a terapia contínua proporciona segurança, saúde e tranquilidade. “Tomar a medicação diariamente reduz a carga viral a níveis tão baixos que a pessoa não adoece, mantém excelente qualidade de vida e não transmite o vírus”, afirma.

Dezembro Vermelho

A campanha Dezembro Vermelho reforça o combate ao preconceito e a disseminação de informações corretas. “Hoje, com tratamento adequado, quem tem HIV pode viver como qualquer outra pessoa. Enfrentar o estigma é fundamental para que mais pessoas busquem orientação e cuidado, pois informação e tratamento salvam vidas”, orienta Dr. Rodrigo Sala Ferro.

Ele também destaca o papel dos profissionais de saúde no enfrentamento da doença. “É essencial incentivar a testagem mesmo na ausência de sintomas, explicar que PrEP e PEP protegem contra o HIV, reforçar o uso de preservativos e orientar quem vive com HIV sobre a importância da adesão ao tratamento. Combater o preconceito e esclarecer dúvidas são passos decisivos para reduzir os índices de HIV/Aids”, finaliza.

Fontes: Ministério da Saúde|OMS|UNAIDS

Compartilhe este artigo

Posts Relacionados