Janeiro Roxo reforça a importância do diagnóstico precoce da hanseníase
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Janeiro Roxo reforça a importância do diagnóstico precoce da hanseníase

Autor: Comunicação Unimed Prudente
6 min de leitura

No dia 26 de janeiro é o Dia Mundial Contra a Hanseníase. A campanha nacional, conhecida como Janeiro Roxo, é dedicada à conscientização, prevenção e combate à hanseníase, uma doença antiga, tratável e com cura, mas que ainda representa um desafio para a saúde pública no Brasil. A iniciativa busca informar a população sobre sinais e sintomas, incentivar o diagnóstico precoce e reduzir o estigma relacionado à doença.

O que é hanseníase?

A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica causada por uma micobactéria endêmica, ainda presente em diversos países em desenvolvimento. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de casos, com cerca de 20 mil novos diagnósticos registrados em 2023.

A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, por meio da fala, tosse ou espirro, especialmente em casos não tratados. Os principais sinais da doença incluem manchas ou lesões na pele com diminuição da sensibilidade, dormência nas mãos e pés, dores nos braços e pernas, obstrução nasal e redução da força muscular nas extremidades. Em alguns casos, também podem ocorrer febre, mal-estar e apatia.

Importância do diagnóstico precoce

O dermatologista da Unimed Prudente, Dr. Carlos Nelli, explica que, apesar de a hanseníase ter tratamento eficaz, o diagnóstico tardio pode resultar em sequelas.

“A doença é transmissível, mas apenas nas formas mais avançadas e sem tratamento. Quando não identificada precocemente, pode causar sequelas importantes, principalmente nas mãos, pés e nariz. Muitas pessoas são imunes à doença devido à resposta adequada do sistema imunológico”, afirma.

O médico destaca ainda que não há necessidade de isolamento do paciente, nem de separação de utensílios domésticos, especialmente após o início do tratamento, que interrompe rapidamente a transmissão.

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Hanseníase é uma doença tratável e com cura, mas que ainda representa um desafio para a saúde pública no Brasil

Consequências da doença

Segundo o especialista, qualquer pessoa que identifique manchas na pele com dormência ou perda de sensibilidade nas extremidades deve procurar uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações mais graves.

“As consequências do diagnóstico tardio podem incluir perda permanente da sensibilidade, cicatrizes, diminuição da força muscular, deformidades no nariz e, em casos extremos, amputações”, alerta o médico.

Tratamento

A hanseníase está diretamente relacionada às condições socioeconômicas, sendo mais frequente em populações de baixa renda. O diagnóstico é realizado principalmente por meio de avaliação clínica, complementada por exames laboratoriais, como baciloscopia e biópsia de pele.

“A hanseníase tem cura. O tratamento é feito com uma combinação de três medicamentos, com duração de seis meses nas formas leves e até 12 meses nos casos mais avançados. O acompanhamento é realizado pela unidade de saúde até a alta do paciente”, explica Dr. Carlos Nelli.

Além disso, todas as pessoas que mantêm contato próximo e frequente com o paciente são orientadas a comparecer à unidade de saúde para avaliação e acompanhamento.

Fontes: Ministério da Saúde UNICAMP

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