A menopausa é um processo natural do corpo feminino e faz parte da vida de todas as mulheres. De forma simples, ela é definida como o último ciclo menstrual, marcando o fim da fase reprodutiva. Geralmente, ocorre entre os 45 e 55 anos e pode ser acompanhada por mudanças físicas e emocionais.
De acordo com a Diretora Superintendente da Unimed Prudente e ginecologista, Dra. Juliana Kuhn Medina, a menopausa é uma fase que exige atenção e cuidados específicos, pois pode provocar transformações tanto no corpo quanto na mente da mulher.
Principais sintomas da menopausa
Os sintomas variam de mulher para mulher, mas os mais comuns incluem:
Fogachos (sensação intensa de calor);
Alterações na pele;
Insônia;
Irritabilidade;
Diminuição da libido;
Episódios de tristeza ou depressão;
Mudanças no cabelo;
Maior dificuldade para emagrecer;
Sensação de indisposição.
Outros sintomas que merecem atenção especial nessa fase da vida são o maior risco para algumas doenças. Nesse período, as mulheres ficam mais suscetíveis a problemas cardiovasculares, como infarto, AVC e hipertensão, além de alterações nos ossos e músculos, com maior risco de fraturas causadas pela osteoporose. Também podem ocorrer mudanças no metabolismo, como diabetes e aumento do colesterol ruim (LDL).
“É fundamental que, ao perceber esses sinais, a mulher procure uma ginecologista. O acompanhamento profissional permite uma transição mais adequada, segura e leve, contribuindo para a manutenção da saúde e da qualidade de vida”, reforça a Dra. Juliana.
Tratamento e qualidade de vida
O tratamento durante a menopausa é individualizado e depende dos sintomas apresentados por cada paciente. No entanto, a adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada, é essencial para viver essa fase com mais bem-estar.
Em alguns casos, o acompanhamento psicológico também é recomendado, especialmente diante das mudanças físicas e emocionais que podem impactar a autoestima e a disposição da mulher, que muitas vezes ainda se encontra em uma fase ativa da vida.
Quando necessário, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos, sempre com orientação médica. Entre as opções estão a reposição hormonal, antidepressivos, fitoterápicos e cremes vaginais, hormonais ou lubrificantes, que ajudam a reduzir o ressecamento vaginal e melhorar a qualidade de vida.