Comemorado no próximo dia 17 de novembro, o Dia Mundial da Prematuridade destaca a campanha Novembro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre os desafios e os cuidados com os bebes. A data busca chamar a atenção para a importância da prevenção, do acompanhamento pré-natal e do acolhimento às famílias que vivenciam a prematuridade.
Em alusão à data, o Hospital Unimed Prudente preparou uma decoração especial na ala do berçário, que ganhou tons de roxo e elementos simbólicos que remetem à causa, proporcionando um ambiente ainda mais acolhedor.
O que é prematuridade?
De acordo com o Ministério da Saúde, é considerado prematuro o bebê que nasce com menos de 37 semanas. Junto a esse marco temporal específico, há uma classificação mais detalhada das idades gestacionais segundo a OMS: entre a 34ª e 36ª semana e seis dias, é considerado como prematuro tardio; de 32 a 33 e seis dias, como moderados; muito prematuros entre 28 e 31 semanas e seis dias; e prematuros extremos para aqueles bebês nascidos abaixo de 28 semanas. Quanto menor a idade gestacional, maiores são os riscos de não sobreviverem.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 340 mil bebês nascem prematuros no Brasil por ano. Um relatório divulgado em 2023, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Unicef e a Parceria para a Saúde Materna, Neonatal e Infantil revelou que 10% dos nascimentos no mundo são prematuros.
Principais causas de prematuridade
Médica neonatologista da Unimed Prudente, Simone Ferrari revelou que as principais causas da prematuridade são muitas vezes relacionadas a fatores maternos, gestacionais ou social. Entre as mais comuns estão infecções, hipertensão na gestação, diabetes, gestação múltipla, doenças maternas crônicas, tabagismo, uso de substâncias e intervalo curto entre as gestações. O acompanhamento pré-natal, segundo a médica é fundamental para identificar e controlar precocemente esses fatores de risco.
“Consultas regulares, exames de rotina e orientações sobre hábitos saudáveis permitem prevenir complicações e adotar medidas que reduzem as chances de parto prematuro, contribuindo para uma gestação mais segura e saudável para mãe e bebê”, explica.
Desafios da prematuridade
De acordo com a Dr. Simone Ferrari, o grande desafio do bebê prematuro é o de completar etapas importantes do desenvolvimento fora do útero. Podendo apresentar dificuldades respiratórias, para se alimentar, manter a temperatura corporal e ganhar peso adequadamente. Pela imaturidade de todos os sistemas, há maior risco de infecções e complicações neurológicas e intestinais. “Para as famílias, o período de internação é um momento delicado, marcado por ansiedade medo e incerteza, portanto, o apoio da equipe multiprofissional, o estímulo ao vínculo com o bebê, o contato pele a pele e o acolhimento emocional dos pais são essenciais para atravessar essa fase com segurança e confiança”, destaca.
Avanços na tecnologia
Os avanços na neonatologia vêm transformando o cuidado aos bebês prematuros, aumentando suas chances de sobrevivência e desenvolvimento saudável. “O uso de tecnologias modernas de suporte respiratório, a administração de surfactante pulmonar, o monitoramento intensivo e individualizado, o controle rigoroso de infecções e a nutrição adequada, preferencialmente com leite materno, são alguns exemplos que fazem grande diferença”, finaliza.
Fonte: Ministério da Saúde