Alcoolismo: quando o consumo deixa de ser escolha e se torna doença
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Alcoolismo: quando o consumo deixa de ser escolha e se torna doença

Autor: Comunicação Unimed Prudente
6 min de leitura

O alcoolismo é um problema de saúde pública de alcance mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3 milhões de mortes por ano no mundo estão relacionadas ao uso nocivo do álcool, o que representa 5,3% de todas as mortes globais.

O que é alcoolismo?

O alcoolismo é caracterizado pela perda de controle sobre o consumo de bebidas alcoólicas, levando a um uso progressivo, com necessidade de doses cada vez maiores para alcançar os mesmos efeitos. Com o tempo, instala-se a dependência física e psíquica, manifestada por sintomas físicos e emocionais, especialmente em situações de abstinência.

Levantamentos recentes indicam que aproximadamente 10% da população brasileira sofre com o alcoolismo. Os homens representam cerca de 70% dos casos, enquanto as mulheres correspondem a 30%.

Sintomas

Embora o consumo de álcool seja socialmente aceito, o uso sem equilíbrio pode gerar diversas situações perigosas, como acidentes de trânsito, desordens públicas, comportamentos antissociais, violência doméstica, rompimento de vínculos afetivos e prejuízos no ambiente de trabalho, entre outros impactos negativos.

Entre os principais sintomas associados ao uso excessivo ou à dependência do álcool estão tremores nos lábios e nas extremidades (mãos e pés), náuseas, vômitos, sudorese excessiva, ansiedade e irritabilidade. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir para convulsões, confusão mental, desorientação no tempo e no espaço e alucinações.

Um importante sinal de alerta é o uso recorrente do álcool como forma de aliviar o estresse, expresso em frases como: “estou estressado e vou tomar uma para relaxar”. Quando esse comportamento se torna frequente, o consumo deixa de ser ocasional e passa a configurar um padrão prejudicial, aumentando o risco de dependência.

Diagnóstico

O diagnóstico do alcoolismo é realizado por profissionais de saúde, como médicos, psicólogos ou psiquiatras, a partir de entrevistas clínicas, avaliação do comportamento de consumo e identificação de prejuízos físicos, emocionais e sociais.

Exemplos de critérios e situações utilizadas no diagnóstico do alcoolismo:

Perda de controle: dificuldade frequente em reduzir ou interromper o consumo de álcool, mesmo diante de tentativas repetidas.

Tolerância aumentada: necessidade de quantidades cada vez maiores de bebida para obter os mesmos efeitos.

Sintomas de abstinência: presença de tremores, ansiedade, irritabilidade ou mal-estar físico ao reduzir ou suspender o consumo.

Prejuízos na rotina: impactos negativos no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos familiares ou sociais em decorrência do uso do álcool.

Prioridade ao consumo: quando beber passa a ser mais importante do que outras atividades, responsabilidades ou compromissos.

Tratamento

O primeiro passo e talvez o mais desafiador é reconhecer o alcoolismo como uma doença e desejar mudar. A partir disso, a pessoa, com o apoio da família, deve buscar acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra, que avaliarão a abordagem terapêutica mais adequada.

O tratamento pode envolver a desintoxicação, ou seja, a retirada do álcool. Dependendo do grau de dependência, a internação pode ser indicada como alternativa segura. Além disso, podem ser utilizados medicamentos para auxiliar no controle da compulsão pelo álcool, associados a psicoterapia individual ou em grupo.

O envolvimento da família é fundamental durante todo o processo. O alcoolismo é uma doença crônica, que exige esforço contínuo e acompanhamento constante. No início do tratamento, evitar ambientes onde há consumo de bebidas alcoólicas pode contribuir de forma significativa para a recuperação e manutenção da abstinência.

Fontes: OPAS/ GOV.BR/ Hospital Israelita Albert Einstein

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