Nem sempre o corpo dá sinais quando alguma coisa não vai bem. Hipertensão, diabetes e alterações do colesterol, por exemplo, podem permanecer silenciosas por anos. Por isso, esperar um sintoma ou um susto para procurar atendimento pode significar perder a oportunidade de identificar um problema ainda no início. É nesse contexto que o check-up preventivo ganha importância.
Segundo o cardiologista cooperado da Unimed Prudente, Dr. Fabio Rossetto, não existe uma idade única para começar esse acompanhamento. A necessidade de exames varia conforme idade, histórico familiar, hábitos de vida e fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e sedentarismo.
“A prevenção deve fazer parte do cuidado com a saúde em todas as fases da vida. O que muda ao longo dos anos são os exames necessários e a frequência com que devem ser realizados.”
Mesmo sem sintomas, é preciso se cuidar
Sentir-se bem não significa necessariamente que a saúde esteja em dia. A consulta preventiva permite avaliar o histórico do paciente, seus hábitos e possíveis fatores de risco, além de definir quais exames são realmente necessários.
Para o Dr. Fabio, esse cuidado individualizado é fundamental para evitar tanto a falta de acompanhamento quanto a realização de exames sem indicação.
“Não existe uma lista universal de exames que seja adequada para todas as pessoas. Um bom check-up começa pela consulta médica, com avaliação da história clínica, antecedentes familiares, hábitos de vida, medicamentos em uso e exame físico.”
Quais exames podem fazer parte do check-up?
A avaliação pode incluir glicemia, colesterol e triglicérides, função renal, hemograma, aferição da pressão arterial, avaliação do peso e investigação dos principais fatores de risco cardiovascular.
Exames como eletrocardiograma, teste ergométrico e ecocardiograma também podem ser indicados, mas não precisam fazer parte da avaliação de todas as pessoas. A decisão depende das características e do risco de cada paciente.
“Mais exames não significam, necessariamente, melhor prevenção. O objetivo é solicitar o exame correto para a pessoa correta e no momento adequado.”
A avaliação pode incluir:
- controle da pressão arterial;
- avaliação da glicemia e do colesterol;
- acompanhamento do peso;
- exames laboratoriais, quando indicados;
- rastreamentos preventivos conforme idade, sexo e fatores de risco.
Com que frequência fazer um check-up?
A periodicidade também varia de pessoa para pessoa. Jovens saudáveis e sem fatores de risco podem precisar de avaliações mais espaçadas, enquanto pessoas com condições de saúde ou histórico familiar relevante podem necessitar de acompanhamento mais frequente.
Por isso, mais importante do que realizar um “check-up completo” todos os anos é manter uma rotina de cuidados e seguir as orientações do médico.
“A prevenção deve ser contínua e personalizada”, ressalta o Dr. Fabio.
Sintomas novos, persistentes ou diferentes do habitual também merecem atenção. Na saúde cardiovascular, dor ou pressão no peito, falta de ar desproporcional ao esforço, palpitações persistentes, desmaios e tonturas importantes devem ser avaliados por um profissional.
Cuidar da saúde antes que um problema apareça é uma escolha que pode fazer diferença. O check-up preventivo não significa fazer exames indiscriminadamente, mas conhecer os próprios riscos e buscar orientação para agir no momento certo.
Caminhada Unimeds Paulistas
Além do acompanhamento médico, manter uma rotina ativa também faz parte dos cuidados com a saúde. Para incentivar esse hábito, a Unimed Prudente realiza, no dia 30 de agosto, a 1ª Caminhada Unimeds Paulistas, no Balneário da Amizade, em Presidente Prudente, às 8h30.
A iniciativa será realizada simultaneamente em mais de 30 cidades do estado de São Paulo e contará com aquecimento, alongamento e hidratação para os participantes.