Fisgada na coxa: Saiba como evitar lesões no futebol de fim de semana
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Fisgada na coxa: Saiba como evitar lesões no futebol de fim de semana

Autor: Comunicação Unimed Prudente
5 min de leitura

Você que gosta de jogar futebol com os amigos aos fins de semana sabia que o aquecimento é fundamental para evitar lesões? Mesmo quando é apenas um hobby, preparar o corpo faz toda a diferença. Alongamento, aquecimento e fortalecimento ajudam a reduzir o risco de lesões, especialmente entre os chamados “atletas de fim de semana”, que nem sempre mantêm uma rotina regular de treinos.

Entre as ocorrências mais comuns está o estiramento da musculatura posterior da coxa, lesão frequente no futebol, principalmente no amador e que pode variar de quadros leves até casos graves, com possibilidade de cirurgia e afastamento das atividades.

Diante da importância do tema, a Unimed Prudente conversou com o ortopedista cooperado Dr. Caio Cerávolos Lemos, que esclareceu causas, sintomas, tratamento e formas de prevenção.

O que é o estiramento da coxa?

Segundo o especialista, a parte posterior da coxa funciona como uma corda elástica formada por milhares de fibras musculares. O estiramento da coxa ocorre quando essa estrutura é exigida além do seu limite.

A lesão é classificada em três graus:

Grau 1 (leve): micro-rupturas nas fibras musculares, com dor leve ou sensação de fisgada, mas preservação da marcha;

Grau 2 (moderado): ruptura parcial do músculo, dor intensa, inchaço e presença frequente de hematoma;

Grau 3 (grave): ruptura total, com perda significativa de força, dor intensa e dificuldade ou incapacidade de apoiar o pé no chão.

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Dr. Caio Cerávolos Lemos explica dicas simples para evitar lesões musculares (Foto: Arquivo)

Principais causas do estiramento da posterior da coxa

De acordo com o médico, a lesão geralmente acontece em movimentos explosivos, como arrancadas para alcançar a bola ou freadas bruscas.

Os fatores de risco mais comuns incluem:

  • Fadiga muscular, quando o músculo já está cansado e responde mal ao esforço;
  • Desequilíbrio muscular, especialmente quando o quadríceps está mais fortalecido que a musculatura posterior da coxa;
  • Falta de aquecimento, ao realizar movimentos intensos com o corpo ainda despreparado.

Tratamento e tempo de recuperação

O tratamento da lesão na posterior da coxa depende do grau, mas todos os casos começam com o protocolo PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão e elevação), associado à fisioterapia para controle da dor e da inflamação.

No grau 1, indica-se repouso relativo e exercícios leves de mobilidade.

No grau 2, a fisioterapia é mais intensiva, com foco na cicatrização adequada e no fortalecimento progressivo.

No grau 3, pode haver necessidade de cirurgia em casos específicos, como na avulsão do tendão, embora a maioria evolua bem com reabilitação rigorosa.

O tempo médio de recuperação é:

  • Grau 1: 1 a 3 semanas;
  • Grau 2: 4 a 8 semanas;
  • Grau 3: 3 a 6 meses ou mais, quando há indicação cirúrgica.

Como prevenir

Na prevenção, o ortopedista é enfático: não basta alongar, é preciso fortalecer a musculatura. O equilíbrio de força entre a parte anterior e posterior da coxa é essencial para reduzir o risco de lesão.

Ele alerta que muitos casos atendidos envolvem atletas que passam a semana sedentários e exigem intensidade máxima no fim de semana. O aquecimento não deve ser negligenciado, ao menos dez minutos de polichinelos e trotes leves já preparam o músculo para o esforço.

A hidratação adequada também é indispensável, já que músculos desidratados são mais vulneráveis a rupturas. E, ao sentir qualquer fisgada, a orientação é clara: interromper a atividade imediatamente para evitar a progressão da lesão.

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