Os acidentes com escorpiões vêm aumentando no Brasil e reforçam a importância da prevenção, especialmente nas áreas urbanas. Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Butantan, da Universidade de São Paulo (USP), do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo analisou dados dos 5.570 municípios brasileiros entre 2012 e 2024.
No período, foram registrados mais de 1,7 milhão de acidentes e 1.230 mortes. A incidência nacional passou de 31 para 142 casos por 100 mil habitantes em 12 anos, um aumento de 349%. Segundo os pesquisadores, fatores climáticos, ambientais, urbanos e sociais podem estar favorecendo a proliferação desses animais, principalmente nas cidades.
Diante desse cenário, conhecer os sintomas da picada de escorpião, saber como agir em caso de acidente e adotar medidas preventivas são atitudes importantes para proteger a saúde de toda a família.
Quais são os sintomas da picada de escorpião?
A picada de escorpião costuma causar dor intensa e imediata no local, podendo ser acompanhada de vermelhidão, formigamento e suor na região.
Em alguns casos, principalmente entre crianças, o envenenamento pode evoluir para sintomas mais graves. Segundo o Ministério da Saúde, os principais sinais de alerta incluem:
- náuseas e vômitos;
- suor excessivo;
- agitação e tremores;
- alterações na pressão arterial e nos batimentos cardíacos;
- dificuldade para respirar.
As crianças são mais suscetíveis às formas graves do envenenamento. Por isso, acidentes envolvendo esse público exigem atenção e avaliação médica imediatas.
O que fazer em caso de picada de escorpião?
Ao sofrer uma picada de escorpião, é importante procurar atendimento médico imediatamente. A pessoa deve ser encaminhada a um serviço de saúde para avaliação e acompanhamento.
Enquanto busca atendimento, algumas medidas podem ser adotadas:
- manter a região afetada em posição confortável;
- fazer uma compressa fria no local para ajudar a aliviar a dor;
- se for possível e seguro, fotografar o animal para auxiliar na identificação.
Não é recomendado fazer cortes ou perfurações na região, amarrar o membro ou aplicar substâncias caseiras sobre a picada.
Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico é principalmente clínico e considera os sinais apresentados e as características do acidente. Quando há manifestações sistêmicas, exames como eletrocardiograma, radiografia de tórax, ecocardiografia e exames bioquímicos podem auxiliar na avaliação e no acompanhamento do paciente.
Quando indicado, o tratamento específico é realizado com soro antiescorpiônico, administrado em ambiente hospitalar e sob supervisão médica.
Como prevenir acidentes com escorpiões?
A prevenção começa com cuidados simples dentro e ao redor de casa. Como os escorpiões podem se esconder em locais escuros e se alimentam principalmente de insetos, manter os ambientes limpos e reduzir possíveis abrigos é fundamental.
Confira algumas medidas que ajudam a evitar acidentes:
- mantenha quintais e jardins limpos e evite o acúmulo de entulhos, folhas secas e materiais de construção;
- mantenha o lixo doméstico em recipientes fechados e evite a proliferação de baratas;
- use luvas e calçados fechados durante a limpeza de jardins e áreas externas;
- verifique roupas e calçados antes de utilizá-los;
- não coloque as mãos em buracos, sob pedras, troncos ou outros locais onde o animal possa estar escondido;
- instale telas em ralos e vede frestas, buracos e vãos em paredes, pisos e forros;
- mantenha camas e berços afastados das paredes e evite que roupas de cama encostem no chão.
Fonte: Ministério da Saúde