Ansiedade infantil: saiba quando procurar ajuda
Voltar

Ansiedade infantil: saiba quando procurar ajuda

Autor: Comunicação Unimed Prudente
4 min de leitura

A ansiedade infantil tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões sobre saúde mental. Embora seja uma resposta natural do organismo e faça parte do desenvolvimento das crianças, ela merece atenção quando passa a interferir no bem-estar e nas relações sociais.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em dez anos, os atendimentos relacionados a transtornos de ansiedade no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceram 1.575% entre crianças de 10 a 14 anos. O cenário reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento profissional.

Segundo a psicóloga Thais Rodrigues, do Centro Infantil de Neurodesenvolvimento (CIN) da Unimed Prudente, o principal sinal de alerta é o impacto da ansiedade na rotina infantil.

"A ansiedade é uma resposta natural do organismo e faz parte do desenvolvimento infantil. O que merece atenção é quando ela se torna excessiva, frequente e começa a causar prejuízos nas relações sociais, no desempenho escolar, nas atividades do dia a dia ou no bem-estar emocional", esclarece a profissional.

Imagem incorporada
Psicóloga do CIN da Unimed Prudente explica os fatores que contribuem para a ansiedade infantil - Foto: Arquivo/Pessoal

Sinais que merecem atenção

É natural que crianças sintam medo ou preocupação diante de situações novas. No entanto, quando esses sentimentos se tornam intensos e persistentes, podem indicar a necessidade de uma avaliação psicológica.

Inquietação, irritabilidade, preocupação constante, medo intenso, dificuldade para se separar dos responsáveis, alterações no sono e queixas frequentes de dor de cabeça ou dor de barriga, sem causa médica identificada, estão entre os principais sinais.

"Mais importante do que um sintoma isolado é observar se ele está interferindo na qualidade de vida da criança. Quando há sofrimento constante e prejuízo na rotina, é hora de procurar uma avaliação profissional", destaca Thais Rodrigues.

O que pode causar ansiedade infantil?

A ansiedade infantil resulta da combinação de diferentes fatores. Ambiente familiar, dificuldades escolares, bullying, excesso de cobranças, mudanças na rotina e o uso excessivo de telas podem favorecer o surgimento ou o agravamento dos sintomas.

"A exposição prolongada às telas pode impactar o sono, a concentração e o humor das crianças, além de favorecer comparações e inseguranças. Por isso, é fundamental que os conteúdos sejam adequados à faixa etária e acompanhados pelos responsáveis", orienta a psicóloga.

Como acolher a criança?

O apoio da família e da escola é fundamental para o enfrentamento da ansiedade. Manter uma rotina organizada, ouvir a criança sem julgamentos, validar seus sentimentos e incentivar brincadeiras, atividades físicas e momentos de convivência contribuem para o desenvolvimento emocional.

Também é importante evitar atitudes que possam reforçar a ansiedade, como minimizar o sofrimento, fazer cobranças excessivas ou impedir que a criança enfrente, de forma gradual, situações desafiadoras.

"O ideal é equilibrar acolhimento e incentivo ao enfrentamento, sempre respeitando o tempo de cada criança", orienta.

Quando procurar ajuda?

A avaliação psicológica é indicada quando a ansiedade se torna frequente, intensa ou começa a comprometer o sono, a vida escolar, as relações sociais e as atividades do dia a dia.

Segundo Thais Rodrigues, a intervenção precoce ajuda a desenvolver habilidades para lidar com emoções, frustrações e desafios, além de orientar a família sobre a melhor forma de acolher a criança.

Cuidar da saúde mental infantil é investir no desenvolvimento saudável e na qualidade de vida de toda a família. O acompanhamento especializado possibilita identificar precocemente os sinais de ansiedade e promover estratégias que favorecem o desenvolvimento emocional da criança.

Compartilhe este artigo

Posts Relacionados