Por que sentimos mais fome no inverno?
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Por que sentimos mais fome no inverno?

Autor: Cesar Augusto Franklin Mariz • Assessoria de Imprensa
4 min de leitura

Você já percebeu que, nos dias mais frios, a vontade de comer parece aumentar? Muitas pessoas relatam sentir mais fome nessa época do ano. Essa percepção desperta dúvidas sobre a relação entre as baixas temperaturas e o funcionamento do corpo.

Afinal, por que sentimos mais fome no inverno? Para esclarecer essa questão, o Blog Viver Bem conversou com a nutricionista da Medicina Preventiva da Unimed Prudente, Tais Locatelli, que explica como o corpo reage ao frio e quais hábitos podem contribuir para uma alimentação mais equilibrada durante a estação.

Como o corpo reage às baixas temperaturas?

Durante o inverno, o corpo precisa trabalhar mais para manter a temperatura corporal estável. Esse processo aumenta o gasto energético e pode influenciar a sensação de fome. De acordo com Tais Locatelli, para suprir essa demanda, ocorre uma regulação hormonal: há aumento na produção de grelina, conhecida como hormônio da fome, e redução dos níveis de leptina, responsável pela sensação de saciedade. Esse mecanismo ajuda a explicar por que a vontade de comer costuma ser maior nos dias frios.

"Quando nos alimentamos, o sistema digestivo quebra os nutrientes, como carboidratos, proteínas e gorduras, e libera a energia armazenada neles. Essa energia é utilizada para manter o organismo em funcionamento ou pode ser armazenada, geralmente na forma de gordura, para uso futuro", explica Locatelli. Segundo a especialista, esse processo faz parte do funcionamento natural do corpo e garante a energia necessária para manter as funções vitais, especialmente em períodos de temperaturas mais baixas.

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Nutricionista explica como o organismo é influenciado nas temperaturas baixas - Foto: Marketing Unimed

Por que os alimentos calóricos parecem mais atraentes?

A preferência por alimentos mais calóricos também está relacionada à forma como o organismo busca energia e bem-estar. Por isso, é comum que doces, chocolates e massas despertem ainda mais o interesse durante o inverno.

"Os alimentos ricos em açúcar e carboidratos fornecem energia de forma rápida, por isso o cérebro tende a preferi-los. Além disso, eles estimulam a produção de serotonina, neurotransmissor associado à sensação de bem-estar. No inverno, a menor exposição ao sol pode reduzir a produção desse hormônio e os níveis de vitamina D, aumentando a busca por alimentos que proporcionem essa sensação de conforto", esclarece Tais Locatelli.

Como manter uma alimentação equilibrada no inverno?

Mesmo com o aumento da sensação de fome, é possível manter uma alimentação equilibrada por meio de escolhas conscientes. A orientação de Tais Locatelli é priorizar refeições completas, com fontes de carboidratos, proteínas, fibras e gorduras saudáveis, evitando substituir as principais refeições por pequenos lanches ao longo do dia.

"Quando a refeição é equilibrada, o organismo permanece saciado por mais tempo, reduzindo a vontade de beliscar entre as principais refeições", orienta Locatelli. A especialista também ressalta que manter uma boa hidratação, dormir adequadamente e praticar atividade física de forma regular são hábitos fundamentais para preservar a saúde em qualquer época do ano.

Embora seja natural sentir mais fome durante o inverno, isso não significa que seja necessário exagerar no consumo de alimentos calóricos. Compreender como o corpo reage às baixas temperaturas e fazer escolhas alimentares conscientes contribui para o bem-estar e para a manutenção da saúde ao longo de toda a estação.

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