Com a aproximação das férias, a praia segue como um dos destinos preferidos para aproveitar os dias de descanso ao lado de familiares e amigos. No entanto, as altas temperaturas e a intensa exposição ao sol exigem atenção redobrada com a saúde da pele.
A dermatologista da Unimed Prudente, Dra. Claudia Macedo, destaca que os períodos de forte incidência solar requerem proteção contínua e a adoção de medidas preventivas para reduzir riscos de queimaduras, envelhecimento precoce e outras complicações. Segundo a especialista, cuidados adequados durante a temporada de calor são fundamentais para preservar o bem-estar e evitar danos imediatos e futuros.
Cuidados pré-praia
Antes de sair de casa, alguns cuidados básicos ajudam a garantir proteção. Segundo a especialista, o protetor solar deve ser aplicado em todas as áreas expostas, com FPS mínimo 30 e proteção UVA e UVB. O produto deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição ao sol e em quantidade adequada.
A médica também destaca o uso de protetor labial com FPS, pois a pele dos lábios é mais sensível. A hidratação após o banho é essencial para manter a barreira cutânea fortalecida. Roupas e acessórios também ajudam na proteção: chapéus de aba larga, óculos com proteção UV, roupas com proteção solar e camisas leves reduzem a absorção da radiação.
Frequência e tipos de protetor solar recomendados para a praia
Com a elevação das temperaturas durante o verão, uma das dúvidas mais comuns diz respeito ao intervalo adequado para a reaplicação do protetor solar. Dra. Claudia Macedo, destaca que a rotina de cuidados deve ser intensificada na praia, já que fatores como água, suor, calor e atrito com toalhas e roupas reduzem a eficácia do produto.
“A recomendação é reaplicar o protetor a cada duas horas, no mínimo, mesmo quando o rótulo indica resistência à água. Após entrar no mar ou na piscina, é fundamental reaplicar assim que a pele estiver seca, além de repetir o processo depois de suar intensamente”, orienta a especialista.
Para os dias de forte calor, a médica destaca que o protetor solar ideal deve apresentar textura adequada ao tipo de pele, além de FPS igual ou superior a 50. Também é essencial optar por filtros de “amplo espectro”, capazes de proteger contra os raios UVA e UVB, e com boa resistência à água e ao suor, característica indispensável para quem pretende nadar ou permanecer longos períodos sob o sol.
Proteção reforçada para áreas sensíveis
O couro cabeludo é uma das regiões mais vulneráveis ao sol e pode descascar facilmente quando queimado. Para evitar danos, Dra. Claudia Macedo, recomenda a combinação de proteção física e protetor solar. Produtos em spray ou gel fluido, especialmente versões oil-free ou próprias para os cabelos, devem ser aplicados na risca, nas entradas e na região da testa.
O uso de chapéu com aba larga ou boné com proteção UV, preferencialmente com tecidos de UPF 50+ é a forma mais eficiente de bloquear a radiação, reduzindo mais de 90% da exposição direta em situações de sol intenso. Outra orientação é evitar riscas muito largas e alternar sua posição para não concentrar os raios solares sempre no mesmo ponto do couro cabeludo.
Cuidados pós-sol para evitar irritações
Para evitar descamação, manchas e irritações após a exposição ao sol, a dermatologista destaca que a hidratação imediata da pele é fundamental. Após o banho, recomenda-se o uso de hidratantes de rápida absorção, especialmente aqueles com ativos calmantes ou formulações pós-sol (“after sun”). O banho deve ser morno ou frio, com sabonetes suaves e pouco perfumados, para não agredir a barreira cutânea. A aplicação de água termal de três a quatro vezes ao dia ajuda a acalmar e refrescar a pele.
Manter-se bem hidratado é essencial, pois a desidratação favorece a descamação e acelera o envelhecimento da pele. A especialista ainda orienta evitar qualquer tipo de atrito, como esfregar a pele com a toalha, usar buchas ou realizar esfoliações. Cremes com ação calmante completam os cuidados, auxiliando na recuperação da pele após a exposição solar.
Cuidados com peles sensíveis
Peles sensíveis exigem atenção redobrada sob o sol. Pessoas de pele clara, dos fototipos I e II, queimam com facilidade e devem usar FPS 50+ com reaplicação rigorosa. Já quem possui dermatite, alergias ou rosácea deve preferir protetores físicos (minerais), que irritam menos a pele.
Para indivíduos com melasma, o cuidado deve ser contínuo, pois a radiação piora as manchas; por isso, é indispensável usar FPS 50+, proteção contra luz visível e reaplicar o produto a cada duas horas, inclusive na sombra. As crianças devem priorizar filtros físicos e roupas com proteção UV. Já quem tem histórico de câncer de pele precisa evitar exposição direta, utilizar chapéu, roupas com barreira solar e manter acompanhamento dermatológico regular.